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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Rio São Francisco

 Rio São Francisco

O rio São Francisco, com quedas d'água e cânions que chegam a 80 metros de altitude, apresenta uma das mais belas paisagens naturais do Brasil.


O Rio da Integração Nacional liga o Centro Sul ao Nordeste do país.


Principais características

Localização do rio São Francisco

O rio São Francisco se estende pelos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e o Distrito Federal.


Onde ele nasce?

O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais, no Parque Nacional da Serra da Canastra.


Com 2.820 km, corre para o norte, atravessa o estado da Bahia, segue até o estado de Pernambuco, onde muda o percurso para o sudeste, na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe para desaguar no Oceano Atlântico.


Nas áreas próximas da nascente, as chuvas são relativamente abundantes e apresenta rios perenes, porém, nas áreas do semiárido os rios são temporários.


 rio São Francisco e seus 158 afluentes, dos quais 90 são perenes e 68 temporários, formam a Bacia do São Francisco, com extensão de 641.000 km².


Entre os afluentes do rio São Francisco que banham o estado de Minas Gerais estão: o rio Pará, Abaeté, Rio das Velhas, Jequitibá, Paracatu, Urucuia, Preto e Verde Grande.


O rio Preto banha o Distrito Federal, na altura do município de Formosa. Serve de divisor entre Minas Gerais e o Distrito Federal.


Entre os afluentes do rio São Francisco, no estado da Bahia, destacam-se o rio Corrente e o rio Grande, que banha o oeste do estado, onde as chuvas são abundantes.


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

NEOLOGISMOS

 NEOLOGISMOS

 

Um neologismo é uma palavra (ou expressão) nova ou que entrou recentemente na língua para representar um novo objeto ou conceito, ou uma palavra já existente a que foi atribuído um outro significado.


Um exemplo é a palavra “televisão” que foi criada no século XX quando surgiu uma realidade que não existia até aí. Assim, associou-se o elemento grego tele, que significa “longe”, à palavra “visão” (do Latim visione–), que já existia em Português.


“Rato” é outro exemplo porque foi uma palavra que ganhou um novo significado quando surgiram os computadores e passou a servir para designar um periférico usado na informática.


 


quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Da “Revolução Agrícola” à “Revolução Industrial”

 Na Inglaterra, nos séculos XVII e XVIII, a agricultura sofreu bastantes transformações que ficaram conhecidas por Revolução Agrícola.


FORMAÇÃO DE GRANDES PROPRIEDADES (ENCLOSURES)

A nobreza rural britanica alargou as suas propriedades adquirindo baldios (terrenos incultos ou comuns a vários moradores para o gado pastor) e terrenos de pequenos proprietários arruinados e transformaram-nos em campos fechados (enclosures)

NOVAS TÉCNICAS DE CULTIVO

selecção de sementes

sistema quadrienal de rotação de culturas

melhoria dos solos arenosos por mistura de argila

drenagem de pântanos para aumentar a área cultivável.

NOVAS CULTURAS

batata, beterraba e arroz

Consequências da revolução agrícola

Crescimento demográfico


Estas transformações aumentaram bastante a produtividade e passou a haver uma abundância de alimentos. A população passou a alimentar-se melhor e, graças à melhoria dos cuidados de higiene e aos avanços na medicina, a taxa de mortalidade diminuiu e deu-se um crescimento demográfico.


                                             MELHOR         +       MELHORES CONDIÇÕES

                                       ALIMENTAÇÃO         DE HIGIENE E SAÚDE

                                                        Crescimento Demográfico


CRESCIMENTO URBANO

Muitas mudanças introduzidas na agricultura fizeram com que se deixasse de ser necessária tanta mão-de-obra nos campos. Sendo assim, com o crescimento da população e falta de trabalho nos campos, verificou-se um elevado êxodo rural, o que levou ao crescimento das cidades.


CRESCIMENTO DA             +        FALTA DE TRABALHO


POPULAÇÃO                                  NOS CAMPOS


ÊXODO RURAL


CRESCIMENTO URBANO


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O fornecimento de matérias-primas (lã) e capitais á industria foram importantes para o arranque da Revolução Industrial.


Revolução Industrial

A Prioridade Inglesa

A Revolução Industrial surgiu prioritariamente na Inglaterra devido a condições politicas, sociais e económicas.


CONDIÇÕES POLITICAS

Regime politico (parlamentarismo) que defendia não só os interesses da nobreza como também os da burguesia.

CONDIÇÕES SOCIAIS

existência de uma burguesia e nobreza activas e empreendedoras

existência de uma mão-de-obra numerosa

CONDIÇÕES ECONÓMICAS

abundância de capitais devido ao comercio colonial

abundância de matérias primas (lã e algodão)

vasta rede de vias de comunicação que facilitavam o transporte de matérias primas e de mercadorias

vasto mercado interno e externo

Sectores de arranque da revolução industrial

sector têxtil algodoeiro (algodão e lã)

industria metalúrgica (ferro e carvão)

Fonte de energia

força a vapor (produzido em caldeiras aquecidas pelo carvão)

Maquinização da industria


terça-feira, 17 de agosto de 2021

Conjunções coordenativas

 As conjunções coordenativas têm a função de ligar dois termos independentes ou duas orações coordenadas em um mesmo enunciado, estabelecendo algum tipo de relação nessa junção. As orações coordenadas são independentes entre si, podendo ser completamente entendidas quando separadas.


As conjunções coordenativas podem ser classificadas como:


aditivas


adversativas


alternativas


conclusivas


explicativas


Classificação das conjunções coordenativas

As conjunções coordenativas têm cinco classificações baseadas no sentido que estabelecem entre os elementos que conectam.


Conjunções coordenativas aditivas

São as que estabelecem relação de adição entre os elementos conectados, ou seja, um é o acréscimo do outro. Esse acréscimo pode ser tanto em sentido positivo quanto negativo. Veja os exemplos:


Eu fui à praia e tomei bastante sol.


Eu não fui à praia nem tomei sol.


No primeiro enunciado, a conjunção “e” liga as duas orações, estabelecendo relação de adição positiva. No segundo enunciado, a conjunção também estabelece relação de adição, mas negativa.


Conjunções coordenativas adversativas

Essas conjunções estabelecem relação de oposição entre os elementos conectados. Nesse caso, a ideia de um contradiz ou opõe-se à ideia do outro.


Antes, eu não gostava muito de você, mas agora eu gosto.


O dia estava muito bonito, porém, isso não nos deixou animados.


Nos dois exemplos, há relação de oposição entre a segunda oração e a primeira.


Conjunções coordenativas alternativas

Como o próprio nome já diz, essas conjunções estabelecem relação de alternância entre os elementos conectados. Assim, um elemento é a alternativa em relação ao outro, seja no sentido de optar-se por um deles, seja no sentido de mudança de um para o outro. As conjunções coordenativas alternativas podem aparecer uma vez só (entre as orações ou termos que liga) ou duas vezes (antes de cada oração ou termo que liga), dependendo do contexto. Vejamos os exemplos para ilustrar essa relação:


Posso ir ao mercado ou você prefere ir?


Ora provava os docinhos, ora beliscava os salgadinhos: o importante era comer.


As conjunções dos dois enunciados estabelecem relação de alternância. No primeiro enunciado, a conjunção “ou” indica que se trata de escolher entre uma opção ou outra. No segundo enunciado, a conjunção “ora” indica que as duas coisas aconteciam alternadamente.


Conjunções coordenativas conclusivas

Também é possível ver pelo nome que essas conjunções estabelecem sentido de conclusão entre os elementos conectados, ou seja, a ideia expressa em um é consequência da ideia expressa em outro.


Jogávamos muito bem, assim, vencemos o campeonato.


Era muito sonhador, então, acabava distraindo-se facilmente.


Embora sejam orações independentes uma da outra, ao serem ligadas pelas conjunções, criam o sentido de conclusão.


Conjunções coordenativas explicativas

São conjunções que estabelecem relação de explicação entre os elementos conectados, ou seja, a ideia expressa em um é a razão da ideia expressa em outro.


Eu não disse nada porque pensei que você pudesse ficar chateado.


Estavam muito animados, pois era a primeira vez deles.


As orações independentes criam sentido de explicação entre si quando ligadas pela conjunção coordenativa explicativa.


Sentidos das conjunções coordenativas

É importante lembrar que algumas conjunções coordenativas podem ter sentidos diferentes dependendo do contexto em que se encontram. Por exemplo, é comum que a conjunção “e” seja aditiva, enquanto a conjunção “mas” comumente é adversativa. Entretanto, elas podem aparecer em contextos diferentes com sentidos alterados. Vejamos alguns exemplos de quando isso acontece:


Eu quis amá-lo, e não consegui.


No exemplo, pelo contexto, seria lógico utilizar a conjunção “mas” para estabelecer a relação de oposição entre querer e não conseguir. Assim, apesar de ter sido usada a conjunção “e”, ela continua estabelecendo relação de adversativa, visto que, ao unir as duas orações, tem-se justamente o valor de oposição.


“Era bela, mas principalmente rara.” (Machado de Assis)


Nesse outro caso, também é possível ver que ser rara não é uma oposição a ser bela. A conjunção “mas” não apresenta, então, a relação de adversativa, e sim de aditiva, visto que há relação de adição entre ser bela e ser rara.



quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Probabilidade

 A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que estuda experimentos ou fenômenos aleatórios e através dela é possível analisar as chances de um determinado evento ocorrer.


Quando calculamos a probabilidade, estamos associando um grau de confiança na ocorrência dos resultados possíveis de experimentos, cujos resultados não podem ser determinados antecipadamente.


Desta forma, o cálculo da probabilidade associa a ocorrência de um resultado a um valor que varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1 estiver o resultado, maior é a certeza da sua ocorrência.


Por exemplo, podemos calcular a probabilidade de uma pessoa comprar um bilhete da loteria premiado ou conhecer as chances de um casal ter 5 filhos todos meninos.

Experimento Aleatório

Um experimento aleatório é aquele que não é possível prever qual resultado será encontrado antes de realizá-lo.


Os acontecimentos deste tipo quando repetidos nas mesmas condições, podem dar resultados diferentes e essa inconstância é atribuída ao acaso.


Um exemplo de experimento aleatório é jogar um dado não viciado (dado que apresenta uma distribuição homogênea de massa) para o alto. Ao cair, não é possível prever com total certeza qual das 6 faces estará voltada para cima.


Fórmula da Probabilidade

Em um fenômeno aleatório, as possibilidades de ocorrência de um evento são igualmente prováveis.

Sendo assim, podemos encontrar a probabilidade de ocorrer um determinado resultado através da divisão entre o número de eventos favoráveis e o número total de resultados possíveis:




Sendo:


p(A): probabilidade da ocorrência de um evento A

n(A): número de casos que nos interessam (evento A)

n(Ω): número total de casos possíveis


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Um problema que afeta o exercício dos direitos humanos

 Um problema que afeta o exercício dos direitos humanos


A exclusão social é o processo por meio do qual os indivíduos pertencentes a determinados grupos são impedidos de acessar os bens e serviços que lhes possibilitam exercer plenamente seus direitos. Esse problema social está intimamente ligado a desigualdade social, motivada por processos históricos, econômicos e culturais. E sua resolução perpassa a adoção de políticas de governo, já que os indivíduos ou grupos sociais, isoladamente, não podem alterar a estrutura social na qual estão inseridos. 


Neste artigo, conheceremos um pouco acerca dos problemas associados à exclusão social e quais são os grupos de indivíduos que, historicamente, sofrem com esse problema. Também veremos de que forma ele está presente no contexto brasileiro, bem como as medidas que têm sido adotadas para enfrentá-lo. 


A história do termo 


A origem do termo exclusão social é localizada no ano de 1974, com a publicação do livro “Os excluídos: um em cada dez franceses” de René Lenoir. A obra não apresenta discussões teóricas acerca do termo e, além disso, o autor reflete acerca da noção de exclusão a partir de uma perspectiva subjetiva, sem pensar questões econômicas ou relacionadas à empregabilidade dos pobres da França. 


Até a publicação desse livro, as desigualdades entre os sujeitos já haviam sido mencionadas a partir da utilização de outros termos. No contexto norte-americano, underclass era utilizado para se referir aos moradores dos guetos. Contudo, a expressão tem um grande valor pejorativo, pois informa um destino fatídico de pobreza, desemprego e embriaguez para esses sujeitos. 


Já o conceito de marginalidade era utilizado como tentativa de compreensão do modo como a América Latina era incluída no modo de produção capitalista. É somente com o acirramento das desigualdades no contexto francês e com as modificações no perfil da pobreza que a ideia de exclusão social chega aos debates públicos e é inserido no contexto acadêmico. Isso acontece na década de 1980. 

As implicações da exclusão social 


A exclusão social priva os indivíduos de usufruir dos bens e serviços que lhes são assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esse mecanismo de segregação está intimamente ligado com a estrutura social produzida pelo sistema capitalista. Não é sem razão que é a crise criada por esse modelo econômico que torna possível a denominação do processo de exclusão social como uma “nova questão social” na França. 


Os excluídos socialmente possuem dificuldades para acessar direitos fundamentais, como a educação por exemplo. Desse modo, essa parcela da sociedade se mantém analfabeta ou, quando acessa às instituições de ensino, recebe capacitação de baixíssima qualidade, o que lhe impossibilita de competir em iguais condições com aqueles que frequentam as melhores escolas e universidades. Como consequência, tem piores oportunidades de emprego e continua a compor as classes sociais mais baixas. 


Outros direitos fundamentais afetados pela exclusão social são a segurança, a saúde e o transporte. Nas sociedades em que esse problema social é latente, os direitos fundamentais, que são inerentes a todos os indivíduos, se expressam como privilégios de alguns. Esse problema afeta, especialmente, a vida das chamadas minorias sociais. 


O grupo é formado por aqueles indivíduos que são política, econômica e socialmente desempoderados. Isso não quer dizer que se constituam como minoria numérica, mas sim que estão suscetíveis a processos de discriminação e estigmatização. Estão presentes nesse grupo: pessoas negras, mulheres, LGBT's (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), moradores de favelas, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e pertencentes a comunidades indígenas. 


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